«O encontro de fé não é igual para todos, nem acontece ao mesmo tempo.»

* Quarta, 12 de setembro de 2018 *

 

Reflexão do Dia trazida até nós pela Irmã Lúcia Abreu, cm

 

O encontro de fé não é igual para todos, nem acontece ao mesmo tempo. Há estações diferentes, percursos demorados e perguntas para as quais não temos resposta. Por exemplo esta: «Como podemos compreender que a fé seja um dom oferecido a uns e pareça não ter sido dada a outros?»

A fé é um dom que não se explica. A única coisa que sabemos com certeza é que Deus está perto de todos. A forma como nos relacionamos com essa proximidade é fruto de razões que ao mesmo tempo dependem de nós e nos ultrapassam.

Viver a fé não pode ser senão um exercício de humildade e desprendimento. A fé não nos pertence. A fé não é um direito nosso. Atravessa-nos como uma realidade que nos habita e transforma, mas que verdadeiramente não é nossa. Talvez precisemos de perceber melhor que ter fé não nos afasta de ninguém, não nos torna superiores. Talvez precisemos mais vezes de encarar a fé como serviço. É Sempre no lugar de outros e em vez de outros que acreditamos, porque mesmo quem não crê é chamado a esse encontro.

 (In O pequeno caminho das grandes perguntas  – Quetzal – obras de José Tolentino Mendonça)

 

Reflexão